Há três gerações que a família Martins Brás fabrica dois mil produtos por dia, numa das quatro fábricas de S. Romão do Coronado. Junta diz que é “a capital” das vassouras.
Mais do que vingar como vassoureiro e fazer o negócio prosperar, Alípio Martins Brás aliou passado e presente e fez um casamento harmonioso: hoje, as três gerações da família fabricam mais de duas mil vassouras por dia, também elas de épocas distintas, numa freguesia que já viveu deste ofício.
É aqui, nesta fábrica onde hoje ainda trabalham nesta area “mais de meia centena” – tanto se constroem as raras vassouras à moda antiga, de piaçaba autentico e fabrico manual que não dispensa uma machada, como se fazem as mais modernas, de nylon e cabo revestuido, estas aprontadas que produzem milhares.
De 40 a quase ninguem.
Mas tudo começou bem antes disso, pelas mãos dos pais de Alípio, que fabricavam vassouras em casa tal como a maioria da população de S. Romão, que sobrevivia neste oficio. Alipio Bras, começou na arte aos 18 anos e desde então não para. Fazia a distribuição em bicicleta e depois passou a motorizada. Foi crescendo. Comprou uma maquina e uma carrinha e foi andando.
Os quatro filhos – Fernanda, Manuel, Jorge e Paulo – acompanharam-lhe o passo e trabalham na fabrica que fundou. Estudando e trabalhando nas vassouras.
De pequenino…
A parte do enchimento das vassouras (colocação do piaçaba) era garantida pelas crianças e mulheres. Os filhos começavam de pequeninos a fazer isso. O trabalho mais duro, como os cabos de madeira e o acartar, era reservado para os homens.
Os irmãos, aprenderam com o pai a fazer vassouras à mão, de uma ponta à outra. Desde o cabo de madeira até à colocação do piaçaba, que é acertado nas pontas com uma machada.
Hoje, eles e o tio Desidério Martins, septuagenário avançado que não desiste da labuta apesar da vista cansada, são os únicos na fábrica Alipio Martins Brás – e no distrito, garantem – a fazerem vassouras de piaçada cujo fabrico tem de ser manual.
Atualmente, apenas o processo de “apontar o cabo na toca” (por o cabo na escova) tem a ajuda de máquinas.
Alípio, não para e ha três anos adquiriu uma unidade maior no lugar do Seixinho, onde trabalham 10 pessoas e está a lançar a marca Alicasa.

















































